terça-feira, 21 de julho de 2009

Coisas de velho




Já é manjada a famosa gracinha de que não existe enterro de anão, filhote de pombo, cabeça de bacalhau, enfim. Hoje comecei o dia polemizando. Para quem nunca viu, ali está: Japonês bombado bronzeado. Pronto! Existe! E mostrei três de uma só vez. Voltemos às futilidades mais óbvias.

Eu sei que pode ser uma visão preconceituosa, mas é fato que existem diversas maneiras de definir a idade de uma pessoa. Talvez não seja possível defini-la com exatidão, porém a faixa etária é possível de supor. Vejamos, por exemplo, um cidadão que use calça e sapato brancos sem ser da área médica ou pai-de-santo. Ora, esse indivíduo com certeza tem mais de 60 anos.

O nome também indica a faixa etária. Qualquer pessoa com o nome de Gertrudes possui mais de 70 anos. Pode até existir uma mãe que, por dores fortes na hora do parto, resolveu castigar a filha com este nome. Mas com certeza na primeira que ela disser para alguém “Vamos ali no quarto da Gertrudes ver se está tudo bem.”, com certeza a outra pessoa vai imaginar uma senhora enferma dormindo naquele quarto. E mesmo sabendo que trata-se da filha de quem fala, vai imaginar uma criança com cabelos prateados cheios de laquê usando um camisolão de laranja com flores amarelas.

Outra forma de definir a faixa etária é o vocabulário. Quanto mais velho, pior fica. E quando digo pior, nem é no sentido de pobre. É no sentido de desnecessariamente rebuscado. Veja por exemplo o trecho desta carta publicada no jornal O GLOBO de ontem: “... mas o que se vê hoje são muros, edifícios repletos de algaravias e garatujas nas mais diferentes cores.”. Sério! Algaravias? Garatujas? Esta pessoa deve ter, no mínimo, 200 anos!

Aliás, somente duas pessoas usam palavras como estas. O ancião que escreveu a carta e Joaquim Osório Duque Estrada. Não sabem que é o segundo? Ah, pesquisa no São Google...

E em Cingapura uma mulher chamada Kartika Sari Dewi Shukarno de 32 anos foi condenada a 6 pauladas nas costas por ter bebido cerveja. Além das metáforas que levou nas costas, ela foi obrigada a pagar uma multa de cinco mil Ringgit que no Brasil equivale a mais ou menos o preço de uma garrafada Velho Barreiro.

A Cingapura é conhecida por suas penas violentas e de duplo sentido. No mês de abril o turista tcheco Ramir Kadoslkvi foi condenado a 10 chicotadas pela prática de atos considerados obscenos. Segundo o juiz, Ramir estava vestido apenas com um short preto de couro na companhia de uma outra mulher. No relato, Ramir estava amarrado ao chão sendo pisoteado e ofendido por ela.

Durante a execução da pena, na primeira chicotada, Ramir proferiu um som diferente de um gemido de dor, que para o juiz foi considerado como resposta prazerosa. No mesmo momento o juiz mandou dobrar a pena.

Segundo jornais locais, Ramir ainda está sendo castigado e, pelos cálculos de matemáticos da universidade de Tartarugalzinho, a pena atual corrigida durará até setembro de 2011.