quinta-feira, 30 de julho de 2009

A hora da morte...



Uma das coisas que costumo repetir insistentemente toda vez que alguém fala sobre a morte é que não existe dignidade na morte. Seja qual for a sua forma de morrer, não tem como ser de forma digna. Seu corpo se descontrola, dejetos são postos para fora dele, além do simples fato de sequer possuir a chance de tentar corrigir ou voltar atrás. Morreu, está feito, ponto final.

Contudo, ao contrário da morte, na vida, dá para se ter um mínimo de dignidade. Mesmo estando à beira dela. Até a chegada da madame vestida de preto, toda oportunidade de se ter o mínimo de dignidade pode e deve ser aproveitada. Depois, bem, depois como disse antes, já era.

O mais interessante nisto é que mesmo assim existem pessoas que conseguem alcançar categorias de morte que são capazes de comprometer toda uma vida repleta de dignidade. Basta lembrar de mortes famosas como afogado em um prato de sopa, engasgado com um salgadinho ou em um acidente de trem.

Os três casos que citei acima são mortes de músicos famosos. E, neste exato momento, você deve estar se perguntando qual seria o fato tão bizarro em uma morte envolvendo um acidente de trem. Bem, some à história o fato do falecido ter pavor de viajar de avião e, com isso, optou por viajar de trem. Ok, concordo que não ir de avião por medo de morrer e acabar morrendo com um acidente de trem já soa irônico, mas acrescente ainda outro fato. O acidente do trem não foi com outro trem. Foi com um avião que caiu sobre o trem. Demais, não é mesmo?

Pois bem, dei uma volta enorme e acabei não falando do que pretendia. Imagine que em certo momento da sua vida você perdeu toda a sua capacidade de mostrar dignidade ao outros. Sua vida torna-se patética e muito estranha para vizinhos e conhecidos. Pois é, este é o caso da inglesa Joan Cunnane. A cidadã que, aliás vale a pena citar, é bem velhinha, ficava muito incomodada com o barulho da vizinhança. Daí, para não ter de aturá-los durante o dia, ela saía para fazer compras. Ora, a senhora ia todo santo dia para a rua fazer compras. E quando falo compras, é no sentido mais plural possível. Comprava muitas coisas mesmo. As pessoas comentavam que na casa dela tinham roupas, entre outros bens, empilhados até o teto. Era quase um mega-almoxarifado, só que muito desorganizado.

Convenhamos, isto é quase o fim da humanidade. Ou, no mínimo, da inteligência. Uma pessoa que para fugir do barulho opta por transformar a própria casa em um caos e, mesmo assim, não fica isenta da barulheira, não pode ser levada a sério. Pois é, ninguém a levava a sério. Tão pouco a madame vestida de preto. Na hora de buscá-la, fez da pior maneira possível.

No final do ano passado, um vizinho notou que a porta da casa de Joan estava aberta. Ele entrou, tentou procurar por ela, mas tamanha era a bagunça que optou apenas por chamá-la. Não obteve resposta, foi embora. Como a porta manteve-se aberta pelos dias seguintes, os vizinhos começaram a ficar preocupados. Ainda mais sabendo que em outros dias, algumas pessoas também tentaram acha-la, mas sem sucesso.

Enfim, depois de muitas tentativas, a polícia, acompanhada de um caminhão, optou por esvaziar a casa. Então, eis que surge Joan, morta, sob uma pilha monstruosa de roupas. Assassinada pela própria solução do seu problema.

Pois é, imagine a insatisfação de Joan ao saber que a desenterraram da sua própria obsessão para enterrá-la sobre vários quilos de terra e adubo, sem sequer poder evitar que isto aconteça. Ela com certeza iria concordar comigo.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Rapidinhas



O post de hoje é uma edição especial e relâmpago. Na realidade, esta é uma edição extraordinariamente ordinária e que mente, mas traz algumas notícias ao redor do mundo. Notícias que a impressa por motivos de excesso de pudor não teve coragem de publicar. Seguem elas:



Em mais uma campanha de apelo político para aumentar sua popularidade, o presidente americano Barack Obama aceitou participar do programa Show do Milhão. Sua participação foi bem rápida, já que errou a primeira pergunta respondendo que Buenos Aires é a capital do Brasil conforme a foto acusa: “It´s Argentina! No, I´m sorry... Argentina? What is wrong with me? Argentina is the name of the last Madonna’s movie. The capital is Buenos Aires!”



A abertura das fronteiras dos países do Oriente Médio para a cultura ocidental está provocando muita confusão. E não é somente pela polêmica da abertura em si, mas também no entendimento de alguns termos.

Esta semana, para comemorar a chegada do primeiro caminhão de cerveja, o povo local resolveu entornar todas. Pena que levaram ao pé da letra o conceito do termo. Hoje fazem 4 dias que o caminhão chegou e as ruas da cidade ainda fedem a cerveja.



Mais uma benfeitoria do PAC foi comemorada esta semana. Desta vez foi a ponte que liga o Paraná à capital do país, Buenos Aires. Para comemorar, foi feita a primeira entrega de nordestinos desempregados em São Paulo pela ponte.

Como alguns recursos para a construção foram desviados, o caminhão da entrega continua no meio do trajeto esperando a conclusão da obra.



Foi feita na China, uma reunião de cúpula entre os ministros locais para discutir os efeitos do crescimento acelerado do país no meio ambiente global. Como eles não tinham muitas preocupações com o tema, a reunião limitou-se a uma enorme roda de Adoleta.



No concurso de miss mundo deste ano, uma novidade foi notada na candidatas. Era um cinto de alumínio na altura das primeiras costelas. Segundo o porta-voz do evento, tal procedimento foi adotado para evitar que as modelos caíssem com a brisa do ar-condicionado do estúdio. Apesar desta medida, o porta-voz afirmou que nenhuma das modelos era anorexica e que cada cinto pesava o dobro de peso de cada uma.



E o futebol virou uma fauna mesmo. Na partida amistosa entre o Milan e o Leões de Budapeste, o atacante brasileiro Pato presenciou a nova jogada do atacante Coelho, o pulo da perereca nadadora.



Para mostrar que a democracia está de volta ao Afeganistão, este domingo foi feito um plebiscito para avaliar a satisfação da população com o ditador atual. A foto divulgada pelo ditador comprova a notícia. Nela, um cidadão deposita sua opinião, sem intervenção de policiais do exército, diretamente no picador de papel oficial.

domingo, 26 de julho de 2009

Santa palhaçada!!!




Eu adoro estes cadernos de bairro. Eles não possuem notícias interessantes para publicar, pois as interessantes foram publicadas na parte de notícias locais do jornal. Com isto, restam as notícias pitorescas de fatos que só servir para recortar e mostrar para a vovó:
- Veja, vó! Apareci no jornal!
- Mas, meu neto, é no caderno do bairro. E a reportagem fala que você é famoso na região pelos seus ensaios de tuba transversa erudita no meio da pracinha. Isso é meio vergonhoso, não?
Enfim, o caderno desta semana trouxe uma pérola que renderia sete post, mas foi resumir em um único. Segue um trecho da matéria:
“A partir de um sonho, o ator e bailarino do Centro Coreográfico da Tijuca André Bern criou uma ação performática para homenagear as vítimas do acidente do voo 447 da Air France. A ideia é recolher 228 mensagens de apoio às famílias dos mortos, dobrá-las em origâmis e lança-las do alto de um edifício.”
Vamos analisar cuidadosamente apenas este primeiro parágrafo. E percebam que é mais do que suficiente para encher muitas linhas.
Inicialmente percebe-se que o cidadão está desempregado. Pois se o cara é ator e bailarino e mesmo assim tem tempo para desenvolver um “projeto” destes, é claro que não faz nada da vida. Aliás, esta mania das pessoas de tentar aumentar a profissão é um ótimo tema para outro post. É, outro post! Seguindo...
O projeto do cidadão é homenagear as vítimas. Homenagear! Mas por quê homenagear? Porquê morreram em um evento trágico? Elas não tem de receber homenagem. A família, sim, que precisa de suporte, principalmente os filhos. Mas enfim, seguindo...
A homenagem é colher 228 mensagens, dobra-las em formato de aviãozinho (origâmi é o cacete!) e jogar do topo do prédio. Ok, voltemos às homenagens. Na cabeça de quem que encenar um avião saindo do topo de um prédio se esborrachando no chão e depois sendo atropelado pelo 638 em plena Conde de Bonfim é uma homenagem? É quase como fazer barquinhos de papel e homenagear as vítimas do Titanic vendo os barquinhos afundando da mesma forma em pleno chafariz da Praça Saens Pena.
O ator e bailarino tenta justificar: “É tão desastroso o que aconteceu que gostaria de contribuir de alguma forma. De ser solidário a eles.” Ah, claro! E obrigando-os a assistir 228 quedas de aviõezinhos é uma ótima opção.
Como tem sempre alguém que fica batendo palma para maluco dançar, outros três indivíduos se uniram ao projeto dele. Sim, quatro pessoas unidas dobrando mensagens e tacando do topo de um prédio pode ser chamado de projeto, cara-pálida. Pelo menos por ele...
Um outro integrante ajuda no discurso: “É uma situação delicada, e temos que ter cuidado. Queremos ajudar a amenizar o sofrimento e passar energia positiva.” Ah, quer ajudar a amenizar? Que tal deixar eles por conta própria seguirem a vida deles? Que tal deixar que eles lembrem apenas dos parentes perdidos, e não mais do evento trágico em si? Não, claro que não! Aliás, estará algum parente das vítimas por lá para presenciar este projeto? Claro que não! Então como, óh céus, como as famílias terão as dores amenizadas? Depois de receber as 228 cartas recolhidas do meio da rua amassadas por pneus de carros e ônibus?
Ah, tem este detalhe. Se o responsável pelo projeto é ator e bailarino, é claro que terá uma performance no momento. Provavelmente farão caras de conteúdo que na posição clássica da garça cinza tailandesa comporão todo o evento em si. Lembrando que o evento em si é jogar aviõezinhos de papel do topo do prédio.
Outro integrante vai fundo na filosofia do projeto: “É dar um novo significado à morte!” Peraí, eles darão um novo significado à morte? Mas qual era o antigo significado da morte? Quem sabe não consigam no próximo projeto performático deles descobrir o significado da vida?
Pois é, fico com pena dos parentes que, sem queres, se depararam com esta forma clássica de picaretagem de conseguir atenção e, quem sabe, um emprego. Fico com dó das vítimas, não mais apenas pela tragédia, mas por serem homenageadas por um projeto deste. E, mais ainda, fico com pena do pobre coitado do gari que terá de varrer as 228 mensagens em formato de aviãozinho que emporcalharão a rua no dia.
Porém, apesar das pessoas insistirem em dizer que nunca vejo coisas de boa na vida, neste projeto temos uma ótima coisa para exaltar. Exaltaremos à excelente escolha do mentor do projeto por escolher as vítimas do voo 447 para homenagear. Pois se fossem as vítimas da Gripe Suína, iriam jogar pedaços de presunto e paio do topo do prédio.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Coisas de velho




Já é manjada a famosa gracinha de que não existe enterro de anão, filhote de pombo, cabeça de bacalhau, enfim. Hoje comecei o dia polemizando. Para quem nunca viu, ali está: Japonês bombado bronzeado. Pronto! Existe! E mostrei três de uma só vez. Voltemos às futilidades mais óbvias.

Eu sei que pode ser uma visão preconceituosa, mas é fato que existem diversas maneiras de definir a idade de uma pessoa. Talvez não seja possível defini-la com exatidão, porém a faixa etária é possível de supor. Vejamos, por exemplo, um cidadão que use calça e sapato brancos sem ser da área médica ou pai-de-santo. Ora, esse indivíduo com certeza tem mais de 60 anos.

O nome também indica a faixa etária. Qualquer pessoa com o nome de Gertrudes possui mais de 70 anos. Pode até existir uma mãe que, por dores fortes na hora do parto, resolveu castigar a filha com este nome. Mas com certeza na primeira que ela disser para alguém “Vamos ali no quarto da Gertrudes ver se está tudo bem.”, com certeza a outra pessoa vai imaginar uma senhora enferma dormindo naquele quarto. E mesmo sabendo que trata-se da filha de quem fala, vai imaginar uma criança com cabelos prateados cheios de laquê usando um camisolão de laranja com flores amarelas.

Outra forma de definir a faixa etária é o vocabulário. Quanto mais velho, pior fica. E quando digo pior, nem é no sentido de pobre. É no sentido de desnecessariamente rebuscado. Veja por exemplo o trecho desta carta publicada no jornal O GLOBO de ontem: “... mas o que se vê hoje são muros, edifícios repletos de algaravias e garatujas nas mais diferentes cores.”. Sério! Algaravias? Garatujas? Esta pessoa deve ter, no mínimo, 200 anos!

Aliás, somente duas pessoas usam palavras como estas. O ancião que escreveu a carta e Joaquim Osório Duque Estrada. Não sabem que é o segundo? Ah, pesquisa no São Google...

E em Cingapura uma mulher chamada Kartika Sari Dewi Shukarno de 32 anos foi condenada a 6 pauladas nas costas por ter bebido cerveja. Além das metáforas que levou nas costas, ela foi obrigada a pagar uma multa de cinco mil Ringgit que no Brasil equivale a mais ou menos o preço de uma garrafada Velho Barreiro.

A Cingapura é conhecida por suas penas violentas e de duplo sentido. No mês de abril o turista tcheco Ramir Kadoslkvi foi condenado a 10 chicotadas pela prática de atos considerados obscenos. Segundo o juiz, Ramir estava vestido apenas com um short preto de couro na companhia de uma outra mulher. No relato, Ramir estava amarrado ao chão sendo pisoteado e ofendido por ela.

Durante a execução da pena, na primeira chicotada, Ramir proferiu um som diferente de um gemido de dor, que para o juiz foi considerado como resposta prazerosa. No mesmo momento o juiz mandou dobrar a pena.

Segundo jornais locais, Ramir ainda está sendo castigado e, pelos cálculos de matemáticos da universidade de Tartarugalzinho, a pena atual corrigida durará até setembro de 2011.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Mais uma data muito especial...



Hoje é o Dia do Amigo. Vejam só que coisa, mais uma invenção de um político que não foi capaz de bolar alguma melhoria da cidade, mas compensou criando uma data especial. Bem, deve ser especial para alguém, não para mim. Acompanhem meu raciocínio e entenderão.
A minha conta de e-mail voltada para o trabalho só é acessada em dias úteis e dentro do horário comercial. Isto significa necessariamente que toda segunda-feira pela manhã possuo uma quantidade obscena de e-mails ofegantes à minha espera. Suspeito que eles tenham alguma relação com Gremlins. Chega o final de semana, os que e-mail que não foram abertos a tempo na sexta começam a jogar água uns nos outros e, PUF, na segunda eles alcançam a quantidade superior de meia centena.
Agora que sentiram o meu drama, imaginem quando na segunda cai um dia especial como o Dia do Amigo. Sim, especial, pois este dia é especialmente feito para que os tarados da internet enviem todas aquelas correntes que estavam sendo acumuladas na pasta Dia do Amigo nos últimos 364 dias. Para se ter uma ideia, o meu Outlook parou duas vezes no meio da atualização da Caixa de Entrada para respirar. Na segunda interrupção ele deu uma mensagem de erro: “Não gostaria de dar uma volta ou tomar um café?”. Cliquei em Sim e ele deu outra mensagem: “Obrigado!”. Vejam só, conseguiram cansar o meu Outlook. E que fique registrado, ele trabalha mais de 8 horas por dia. Portanto tem um fôlego invejável.
Enfim, ao todo eram 73 mensagens do Dia do Amigo, com 48 apresentações de Power Point. Para os mais otimistas, isto é um excelente sinal de que tenho amigos. Para os pessimistas, isto é uma grande perda de tempo abrindo e-mail por e-mail. Para os realistas, é apenas um sinal de que as pessoas enviam estes e-mails apenas para se sentirem bem com elas mesmas. Para mim??? Bem, para mim é apenas mais um assunto para praguejar publicamente
Ah, para quem não sabe, o Dia do Amigo foi ideia do grande deputado João Pedro. Você o conhece? Nem eu.
Essa não poderia passar batida. No jornal de hoje, no caderno de esportes, veio a noticia de que torcedores do América sem ingressos tiveram de se contentar em assistir à partida contra o São Cristóvão do viaduto da Linha Vermelha.
Pensei eu: “Puxa vida, isto é que paixão pelo Ameriquinha.”. Pois bem, o pensamento durou apenas dois minutos. Foi ver as informações do jogo e o público pagante era de 500 pessoas. QUINHENTAS PESSOAS! Alô, editor-chefe! Vamos corrigir isto aí. Não são torcedores sem ingressos! São torcedores sem dinheiro mesmo... Que coisa...

domingo, 19 de julho de 2009

Descoberto!!!


Com exclusividade tivemos acesso à caixa-preta do avião que protagonizou o post de ontem. E após uma minuciosa análise da gravação, podemos perceber que a culpa da queda não foi o buquê jogado de forma equivocada. Não! Não foi isto! Foi tudo uma imperícia do piloto. Vamos à fita:

PILOTO: Estamos chegando!

AJUDANTE: Hein?

PILOTO: ESTAMOS CHEGANDO!

AJUDANTE: Ah! Ok!

PILOTO: Pode se preparar para jogar!

AJUDANTE: Ok! Posso abrir a janela?

PILOTO: ...

AJUDANTE: Eu disse pos...

PILOTO: Eu ouvi! Claro que pode! Como pretende jogar o buquê sem abrir a janela?

AJUDANTE: Sei lá! Sempre ouvi que não se deve abrir as janelas dos aviões.

PILOTO: Mas isto é para aqueles aviões comerciais que voam muito acima de nós. Aqui pode abrir.

AJUDANTE: Ok! Nossa! Está ventando muito!

PILOTO: ...

AJUDANTE: O que foi agora?

PILOTO: Nada. Esquece. Vai se preparando.

AJUDANTE: Existe alguma técnica para jogar?

PILOTO: Como assim?

AJUDANTE: Sei lá! Uma técnica especial para jogar objetos de aviões.

PILOTO: Você realmente acha que se existisse uma técnica especial, seria possível que o irmão da noiva jogasse o buquê?

AJUDANTE: Tem razão... Você não é muito paciente, né?

PILOTO: Rapaz, fiz cinco anos de academia militar, tenho mais de 8.000 horas vôo. Estamos em um sábado voando para jogar um buquê só porque quero antecipar a minha aposentadoria. Você acha que tenho motivos para sorrir neste momento?

AJUDANTE: Ah, sei lá... Mas pelo men...

PILOTO: Agora! Vai!

AJUDANTE: O que foi?

PILOTO: É agora! Joga!

AJUDANTE: O que?

PILOTO: O buquê, sua anta! Joga!

AJUDANTE: Ah, ta! Vou pegar no isopor!

PILOTO: Hein?

AJUDANTE: Vou pegar no is...

PILOTO: Eu ouvi! Que porra de isopor?

AJUDANTE: Ah, é para as flores não murcharem.

PILOTO: Ai caceta! Joga essa maldição logo!

AJUDANTE: Ok! Deixa eu apenas tirar do tapeware.

PILOTO: Como?

AJUDANTE: É para proteger as flores. O gelo pode queimá-las.

PILOTO: Joga essa merda toda junta! Mas joga logo!

AJUDANTE: Ixe...

PILOTO: O que foi?

AJUDANTE: Houve uma confusão...

PILOTO: Como assim?

AJUDANTE: Eu não trouxe o tapeware com as flores! Sem querer peguei a pasta de ovos da tia Célia.

PILOTO: Eu vou aí te matar!

AJUDANTE: Ei, calma!

PILOTO: Me dá esse tapeware maldito!

AJUDANTE: Não, não faz isso!

Depois deste momento, ouve-se o barulho de algo entrando na hélice e um grande estrondo.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Quais as chances???




Ah, mas vejam como as coisas acontecem e acabam caindo no meu colo (na forma figurada de falar, é claro). Em mais um momento cara de L achei esta pérola de notícia. Veterano em videocassetadas, com horas de vídeos de casamentos, pensei já ter visto de tudo que potencialmente não irá dar certo, mas os palermas dos noivos insistem em fazê-lo. Inclusive como persistirem em juntar dois palermas em uma única família. Mas, enfim, esta foi demais, leiam:
“A tradição de jogar buquês de flores durante casamentos causou a queda de um avião na noite do último sábado na Itália, informou o jornal "Corriere della Sera".
O acidente teria acontecido no parque Montioni, na cidade de Suvereto, na região da Toscana. De acordo com a publicação, o casal de noivos contratou um pequeno avião para jogar o ramalhete de flores para as mulheres convidadas.As flores, no entanto, teriam sido sugadas pelo motor do avião no momento em que foram jogadas, causando um incêndio e uma explosão na aeronave.O avião caiu em uma pousada nas proximidades. O piloto, Luciano Nannelli, de 61 anos, escapou sem ferimentos. O passageiro Isidoro Pensieri, de 44 anos, que era o responsável por jogar o buquê para os convidados, no entanto, sofreu traumatismos no crânio e na face e fraturas em ambas as pernas.Nenhuma das pessoas que estavam na pousada onde a aeronave caiu sofreu ferimentos.”
Imaginem a cena. Uma dezena de mulheres xiliquentas, inclusive sua tia-avó solteirona Célia, gritando: “Lá vem ele! Lá vem ele!”. Passados alguns segundos elas gritam: “É agora! É agora!”. Depois, percebem que algo deu errado e o avião passou direto na descendente: “Filho da puta, aonde vai com o meu buquê?”.
Todas as mulheres partem em disparada na direção da pousada, mas não para socorrer o piloto e seu ajudante. É para pegar o buquê. Elas somem no meio da cortina de fumaça e poeira que se forma no ar. Passados alguns segundos, ouve-se um grito coletivo e todas as mulheres saem correndo. Mais alguns segundos, sai tia Célia com a cabeça do ajudante do piloto debaixo do braço: “Ah, hoje foi melhor do que eu pensava! Nem teve buquê. Arrumei um homem mesmo! E ele vai para a minha estante! Vai ficar ao lado da minha coleção de xícaras de Consevartória.”.


Fonte: http://noticias.uol.com.br/bbc/2009/07/14/ult5022u2697.jhtm

terça-feira, 14 de julho de 2009

Óh vida!!! Óh sofrimento!!! Óh meus culhões!!!



Pois é. Não sei se por motivos técnicos ou se foi apenas uma censura disfarçada, só sei que acabei saindo dos serviços da Blog.com. Os serviços deles cada dia que passava deixavam mais a desejar. Post que demoravam demais para ser atualizados. Imagens carregadas erradamente. Datas e horários divergentes com os que postava. Enfim, cansei e pulei fora.
Agora vai ser aqui. Se quiser saber o que passa por dentro desta cabeça doente, o espaço é aqui. O bloco do meu analista também é uma opção, mas existe a tal ética profissional. Apesar de que não confio muito nele. Ainda mais depois daquela sessão em que após ficar horas falando sobre uma parte traumatizante da minha vida, percebi que ele estava jogando Sudoku. Enfim, acontece.
Vamos inaugurar este espaço fazendo o que sei fazer melhor, comentar sobre os vendidos da imprensa. E hoje é no plural mesmo, pois são dois sem tirar. Ui, seguindo então...
Eu não sei até que ponto posso estar certo, mas acho que existem muitas opções de notícias para publicar. Acho, inclusive, que por dia, existe uma gama tão grande de opções que daria para lotar dois jornais. Desde os jornalecos até os jornais sérios. Enfim, acho que os jornais sérios não concordam comigo.
Na coluna do Seu Fifi de hoje foi dada a seguinte notícia: “A gaitista e trompetista Guta Menezes, da banda Altas Horas, do programa de mesmo nome da TV Globo, foi assaltada sábado quando chegava à Lagoa, no Rio, para tocar num quiosque. Perdeu um trompete Vicent Bach LR80S37, um teclado Kurzweil SP76 e três gaitas Hering.”
Agora vejamos a notícia que saiu na coluna, também de hoje, do J.Society: “Os músicos Guta Menezes e seu marido, Flavio, foram assaltados no estacionamento da Lagoa, quando iam trabalhar no quiosque Árab. Levaram deles um trompete Vicent Bach LR80S37 prateado, número de série 650824, um teclado Kurzweil SP76 e gaitas Hering.”
Convenhamos, é uma notícia muito importante. Acho que deveria ter sido colocada também nas colunas do Maucaratício Prado e do Divagando Calazans. O mais importante neste fato é como cada “jornalista” tem um foco diferente na notícia. Isto, é, somando as duas, formam um terceira completa.
“A gaitista e trompetista Guta Menezes, da banda Altas Horas, do programa de mesmo nome da TV Globo,e seu marido Flávio (sem somando as duas temos o sobrenome do coitado) foram assaltados no sábado, quando chegavam ao estacionamento da Lagoa, no Rio, para trabalhar no quiosque Árab. Eles perderam (foram levados soou muito profissional) um trompete Vicent Bach LR80S37 prateado, número de série 650824, um teclado Kurzweil SP76 e três gaitas Hering”.
Agora, sim, os editores podem dormir em paz. Religuem as máquinas!!!